Carta Mensal Dez-18 | Canepa Macro | Externo piora, resiliência brasileira.

Carta Mensal Dez-18 | Canepa Macro | Externo piora, resiliência brasileira.

No mês de dezembro, o Canepa Macro FIC apresentou performance de -0,08%. Em 2018, ano de elevada volatilidade nos mercados, o fundo teve performance fechada equivalente a 104% do CDI. Desde o início do fundo, em março de 2016, o Canepa Macro rendeu o dobro do benchmark, atingido um retorno nominal de 60,42% (200% do CDI).

Dezembro foi um mês de turbulência para os mercados globais, com os índices da bolsa americana capitaneando o ambiente desfavorável (o índice S&P caiu 9,2% no mês). A desaceleração da economia norte-americana ficou mais evidente com a divulgação de números de confiança abaixo das expectativas.  Apesar da velocidade da queda, o movimento serviu para deixar a bolsa dos EUA com performance anual mais compatível com a de outros países desenvolvidos, em especial as bolsas europeias. Os ativos dos diversos países europeus já haviam sofrido os efeitos do desaquecimento econômico anteriormente. O “estresse” no mercado de renda variável chegou a níveis extremos quando o Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em um de seus discursos, demonstrou inflexibilidade relativa ao prosseguimento da política de redução de balanço do banco central. Adicionalmente, ele reforçou a intenção do FED em continuar com a elevação do Fed Fund Rate, independente dos números de atividade de curto prazo.

Os dados econômicos de dezembro aumentaram a preocupação em relação a “saúde” da economia global. O cenário externo segue sendo, portanto, de maior foco de risco para os mercados no curto prazo, com o agravante das disputas comerciais, sobretudo entre os EUA e China. Apesar de esperarmos alguma desaceleração da atividade dos Estados Unidos, ainda não vemos um risco elevado de recessão no curto prazo, levando em conta o atual estágio do ciclo econômico.

No mercado local, os efeitos da turbulência externa foram tímidos. A bolsa sofreu leve queda (impactando nossa posição comprada), enquanto a curva de juros seguiu sua trajetória de redução de prêmios. As posições com viés positivo para os mercados locais seguem sendo as de maior relevância no fundo. O caminho em direção às reformas não será uma “linha reta” e a diferença constante entre as expectativas dos agentes de mercado e o “tempo político” diante desse desafio deve gerar volatilidade em 2019. O direcionamento, porém, parece promissor, dado que os integrantes da nova equipe aparentam possuir o diagnóstico correto dos problemas estruturais do nosso país. O atual estágio do ciclo da economia brasileira indica um relevante potencial, caso o problema fiscal seja endereçado.

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