Carta Mensal Jul-18 | Canepa Macro | Quando a tática se sobrepõe à visão de longo prazo

Carta Mensal Jul-18 | Canepa Macro | Quando a tática se sobrepõe à visão de longo prazo

A Canepa Asset Brasil publica sua Carta Mensal da Estratégia Macro, referente ao mês de Julho de 2018.

No mês de julho/18, o fundo Canepa Macro FIC FIM rendeu 0,39% nominais (o equivalente a 73% do CDI). No acumulado de 2018, o retorno do fundo alcança 5,82% nominais. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade acumulada atinge 11,86% (167% do CDI). Desde o seu início (março/16) até julho/18, o desempenho do produto alcançou 59,09% nominais, representando 218% do CDI. 

Ficamos relativamente satisfeitos com os nossos resultados do mês de julho, apesar de o retorno do fundo Canepa Macro FIC ter ficado abaixo do benchmark, basicamente por uma razão: pelo menos no que se diz respeito ao timing, erramos nas posições baseadas no nosso cenário (visão de longo prazo para os mercados) na maior parte do tempo. Entramos o mês com um viés bastante pessimista, sobretudo no mercado de ações e de dólar. Mantivemos posição “vendida” em índice e “comprada” na moeda norte-americana (na mesma toada que nos trouxe bons resultados no mês de junho). Porém, o fluxo estrangeiro voltou ao Bovespa (os dados de inflação e salários nos Estados Unidos deram uma sobrevida ao cenário de calmaria) e as operações de venda de swap cambial também fizeram efeito para revalorizar o Real. Nossa primeira reação de defesa contra um mercado que estava vindo contra a nossa convicção foi a troca de contratos nos mercados futuros por estruturas de opções com perda limitada, minimizando o resultado negativo até aquele momento e dando “fôlego” para continuarmos no jogo.

No entanto, nosso grande mérito foi ter “lido” rápida e corretamente o anúncio de adesão do chamado Centrão à candidatura de Geraldo Alckmin. Por isso, expressamos a satisfação por ter recuperado parte dos prejuízos, com a “virada de mão”. A partir de 19/07, passamos a operar na ponta “bullish” com a compra de ações e de Real, além de zerarmos a posição comprada em DI.

Acreditamos que a volatilidade implícita nas opções com vencimentos de curto e médio prazo não reflete o cenário turbulento e incerto que vamos enfrentar nos próximos meses (sem entrar aqui no mérito dos candidatos e no direcional das posições), uma vez que esperamos movimentos intensos dos mercados com a proximidade da eleição.

 

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