Ano de eleição: LFT a 120% do CDI. (Valor Econômico – 08/05/2018)

Ano de eleição: LFT a 120% do CDI. (Valor Econômico – 08/05/2018)


Caros amigos,

Brasil, ano de eleição. Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto. Os investidores negociam as Letras Financeiras do Tesouro Nacional (LFTs – os títulos considerados os mais seguros do mercado), com vencimento a partir do ano seguinte, com enormes deságios. Em outras palavras, se você compra essas LFTs, ou cotas de um fundo DI, que carreguem esses papéis como lastro, alcançará um retorno superior a 120% do CDI (equivalente à expressiva rentabilidade 20% acima da taxa básica da economia).

O medo do calote no próximo governo se justifica. Primeiro, o favorito para ganhar as eleições pertence a um partido que sempre pregou a “moratória da dívida interna e externa”. Em paralelo, a fotografia econômica é muito preocupante. Se a relação Dívida/PIB, no patamar de 60%, isoladamente, não merece maior cuidado, nota-se o crescimento exponencial da dívida pública a cada mês, por conta de sua composição explosiva, dado que 83% são indexados a juros flutuantes e câmbio (local e externo).

Observa-se, então, uma das maiores transferências de riqueza da história do mercado financeiro brasileiro. A onda de saques em fundos de investimentos é assustadora, com a indústria perdendo R$ 60 bilhões (cerca de 20% do patrimônio total) no ano para outros produtos financeiros, como poupança e CDBs.

Todos esses episódios marcaram a histórica crise de marcação a mercado de fundos de investimento em 2002, a maior turbulência nessa indústria de todos os tempos. Qual a similaridade daquele momento com os dias de hoje, 16 anos depois?

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Abs,

Alexandre Póvoa