Carta Mensal Mar-18 | Canepa Macro FIM | Mês positivo – Guerra Comercial (reversão de cenário ?) e foco nos juros locais.

Carta Mensal Mar-18 | Canepa Macro FIM | Mês positivo – Guerra Comercial (reversão de cenário ?) e foco nos juros locais.

A performance do fundo Canepa Macro foi bastante positiva no mês de março, sobretudo de forma relativa à média da indústria de fundos multimercado.

 

Montamos um portfólio, como sempre, equilibrado com diversos ativos combinados, olhando não somente retorno como também o risco embutido. Buscamos a meta de retorno do fundo com volatilidade compatível (as duas dimensões têm a mesma importância para a Canepa). Conseguimos nos diferenciar nesse mês de março por duas razões: Primeiro, demos o peso correto à ameaça da guerra comercial, que tem potencial, ao mesmo tempo, de afetar risco e crescimento, com impacto direto nos ativos financeiros. Segundo, conseguimos manter a atenção principal no mercado onde identificamos a existência, com folga, do melhor risco-retorno: a aplicação nos juros intermediários da curva local.

 

Cabe ressaltar aqui um diferencial importante na nossa visão de mercado: Muitos analistas estão focando no final do processo de afrouxamento monetário do BC para construir suas posições em juros. Para nós, muito mais importante em conhecer se a SELIC irá encerrar esse ciclo em 6,5%, 6,25% (nossa previsão) ou 6% ao ano, é a nossa convicção de que essa taxa pode permanecer nesse patamar por um período muito mais longo do que o mercado precifica atualmente. Não nos surpreenderia, dado o grau de ociosidade de atividade e emprego e a situação benigna da inflação, que a taxa SELIC continuasse no mesmo nível até o segundo semestre de 2019. Portanto, ainda identificamos prêmio relevante nos vértices intermediários da curva. O alongamento das posições, seja em prefixados ou em NTN-Bs, parece inapropriado nesse momento, por conta do risco externo.

 

É claro que, tanto o cenário internacional como as eleições no Brasil podem “mudar o rumo da prosa”. O grande tema dos próximos meses é mensurarmos se a guerra comercial iniciada por Donald Trump terá desdobramentos significativos, afetando aversão a risco (sobretudo bolsas e moedas) de forma estrutural. O rumo das eleições no Brasil também certamente ganhará espaço gradual na definição dos preços dos ativos locais.

 

LEIA AQUI A CARTA MENSAL DO CANEPA MACRO FIM – MARÇO/2018