Carta Trimestral (jul-set/15) – O Risco-Brasil, o juros e o valor do Ibovespa (“caro ou barato”?)

Carta Trimestral (jul-set/15) – O Risco-Brasil, o juros e o valor do Ibovespa (“caro ou barato”?)


Caros cotistas e amigos da Canepa Asset Brasil,

 

Assistimos, ao longo desse último trimestre em nosso país, um aprofundamento da crise política  (com elevação da possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra a presidente) e econômica (falta de força do Governo para aprovar medidas de ajuste fiscal e downgrade do risco soberano pela agência da S&P). A consequência foi sentida pelos investidores através de uma intensa abertura nas taxas longas brasileiras, tanto no mercado de prefixados como no de NTN-Bs, como resposta à elevação do prêmio de risco exigido para se investir em Brasil.

 

Valuation definitivamente não é uma ciência exata. O preço de um ativo representa o encontro de equilíbrio entre oferta e demanda em qualquer mercado. Já o conceito de valor dependerá das estimativas de retorno daquele ativo e do risco associado ao mesmo.  Portanto, preço é um fato, uma variável objetiva. Valor é uma hipótese, uma variável subjetiva que depende não somente do objeto analisado, mas também da visão de mundo e preferências de risco de quem o analisa.

 

A partir daí, para o processo de precificação de ativos, fica a pergunta: Qual a taxa de desconto devemos usar nos modelos de fluxo de caixa, sobretudo na perpetuidade? É correto usarmos taxas “fora do equilíbrio de longo prazo” e perpetuá-la nos modelos?

Algumas outras questões a serem respondidas: O valor justo para o Ibovespa é igual para o investidor local e estrangeiro? Por que o mercado acionário tem sido menos afetado que os mercados de câmbio e renda fixa nessa fase recente da crise?

 

Vamos explorar essas discussões neste estudo, que tem como objetivo final a resposta que vale alguns bilhões: Afinal, o atual nível do Ibovespa hoje deve ser considerado “caro ou barato”?

 

Leia aqui a Carta Trimestral da Canepa Asset Brasil.

 

Abraços,

 

Alexandre Póvoa