Carta Trimestral (4T/16) – Canepa Macro FIM


Caros amigos da Canepa Asset,

 

Um trimestre de fortes emoções e de grande aprendizado.

 

Por mais ampla que seja a experiência (afinal, quantos momentos de crise e euforia já presenciamos nesses longos anos no mercado financeiro?) – raramente se viu uma situação correlata. Chamou especialmente atenção a mudança repentina de humor entre outubro – quando o chamado kit-Brasil prevaleceu com ótima performance (sobretudo Bolsa e Real) e o período pós-eleição de Donald Trump (novembro e dezembro, quando esses mesmos título locais sofreram e experimentaram enorme volatilidade).

 

O movimento foi semelhante a um “V” invertido, com um ambiente altamente construtivo para os ativos brasileiros sendo procedido de uma venda em massa em poucos dias.  Uma rara vitória da chamada filosofia “Contrarian”, em que apostar em estratégia  completamente divergente do consenso funcionou muito bem.

 

Dentro da perspectiva de risco-retorno, julgamos ter sido um bom trimestre para o Fundo Canepa Macro FIM. Conseguimos acertos direcionais em outubro com tamanhos compatíveis ao nosso grau de confiança. A partir de novembro, quando o cenário econômico e politico local azedaram e a eleição de Trump mudou a visão de curto prazo para os mercados emergentes (para pior), fomos ágeis em diminuir/zerar posições, reduzindo a exposição do fundo para um patamar baixo.

 

O retorno trimestral nominal de 5,4% do Canepa Macro FIM representou desempenho equivalente a 167% do referencial CDI no período, com volatilidade associada de 2,9% ao ano (aproximadamente metade do patamar esperado para o produto). Essa saudável combinação levou o Índice de Sharpe a 3,4 no quarto trimestre de 2016.

 

Entre março e dezembro/16, o retorno acumulado nominal de 32,8% do Canepa Macro FIM representou desempenho equivalente a 286% do referencial CDI no período, com volatilidade de 4,1% ao ano (aproximadamente 2/3 do patamar esperado para o produto). Essa boa combinação levou a um excelente Índice de Sharpe a 6,6 desde o começo de vida do fundo.

 

O ano de 2017 começou com uma onda positiva para os ativos de risco e uma surpreendente confiança dos mercados nas políticas de Donald Trump. No caso brasileiro, as férias nos poderes Legislativo e Judiciário deixaram adormecidas, pelo menos até fevereiro, as tensões no campo político. Na economia, o BC brasileiro já começou a fazer a sua parte para impulsionar o crescimento, acelerando o ritmo do relaxamento monetário. No entanto, o ano promete forte volatilidade.

 

 

LEIA O RELATÓRIO COMPLETO NA CARTA TRIMESTRAL – CANEPA MACRO FIM

 

 

 

Um abraço,

 

Alexandre Póvoa