Carta Trimestral (1T/17) – Renda Variável


Caros amigos,

 

A Canepa Asset Brasil publica sua Carta Trimestral da estratégia de renda variável, referente ao período de janeiro a março/2017.

 

No segmento long short, o fundo Canepa Phoenix LS FIM, da classe long & short neutro, apresentou desempenho positivo e superior ao do seu benchmark no primeiro trimestre de 2017. No período, o fundo rendeu 3,59% versus 3,03% de rentabilidade do referencial CDI (retorno equivalente a 118% do CDI). O fundo acumula retorno de 109% do CDI desde o inicio da gestão na Canepa Asset.

 

Desde o começo de sua existência em 2005, o fundo Canepa Phoenix LS FIM rende 318% versus 241% de seu benchmark (o equivalente a 132% do CDI).

 

Em termos de atribuição de performance, todas as estratégias deram retorno positivo no trimestre, mas com destaque para operação Carteira x Índice (1,55% nominal), seguida pela alocação Intrassetorial, (ressalte-se o bom retorno relativo de  Smiles x Multiplus) também com boa contribuição de 0,58%. Os pares Intersetoriais tiveram baixa relevância no resultado e não realizamos nenhum par na estratégia de Dupla Listagem  no período.

 

No nicho long biased, o fundo Canepa I FIC FIA – da classe long biasedapresentou retorno de 3,86% entre janeiro e março/17, desempenho inferior ao do seu benchmark IBX (8,14%) no mesmo período.  Desde o início de suas atividades (maio/13), a performance supera o desempenho do seu benchmark pela margem de 12,05% (média aproximada em 0,25% por mês ou 3,01% ao ano).

 

O fundo Canepa Long Biased FIM – também da classe long biased – que possui o mesmo portfólio do Canepa I FIC FIA, apresentou  retorno de 4,06% versus 4,09% do seu benchmark – índice IMA-B  no trimestre. Desde o começo de suas operações (23/12/14) até 31/03/2017, o produto apresentou rentabilidade de 25,85% versus 39,18% do IMA-B.

 

Começamos o primeiro trimestre com uma visão pessimista dos mercados, acreditando que o sentimento positivo que tomou conta dos investidores após a vitória de Donald Trump não iria se sustentar. Projetávamos também que as delações da Odebrecht viriam a público e criariam forte instabilidade no ambiente político, com potencial efeito devastador na governabilidade do próprio Presidente Michel Temer. Enfim, erramos e pagamos pela performance abaixo do benchmark de renda variável dos produtos long biased, dada a alocação média de 50% em ações nos fundos  na primeira parte do trimestre. Na segunda metade, os destaques, pelo lado positivo, foram os investimentos em ações da Alupar e Smiles e, pelo aspecto negativo, as alocações em Sanepar e Petrobrás.

 

Nosso cenário projeta a taxa SELIC em 8,5% a.a. no final de 2017. Como pano de fundo, acreditamos que as negociações da Previdência, apesar de muito difíceis e ruidosas, serão bem sucedidas na manutenção da espinha dorsal na reforma. Para o mês de abril, a comunicação do BC na reunião do COPOM e os primeiros eventos concretos da reforma da Previdência – como o parecer do relator, sua repercussão na Câmara e a votação na Comissão Especial – são, em nossa visão, os eventos mais importantes a serem observados.

 

Em geral, acreditamos que, dada a baixa alocação em ações de players locais (pessoas físicas e institucionais), há um alto potencial de alta na bolsa brasileira, caso as reformas passem no Congresso sem serem desfiguradas. Ressaltamos porém que, qualquer mudança para pior em relação às estimativas de aprovação podem impactar fortemente os mercados.

 

 

LEIA O CARTA TRIMESTRAL DE RENDA VARIÁVEL COMPLETA AQUI

 

 

Um abraço

 

Alexandre Póvoa